Devlog · Episódio 13
A economia: moedas, forja e bugs
Como o dinheiro circula, onde se compra e se vende e quais erros apareceram quando mexi nisso.

Economia de jogo é a parte que mais assusta. Um erro pequeno e todo mundo vira rico, ou ninguém consegue comprar nada. E o jogador sente isso na hora, mesmo sem saber explicar.
De onde vem e para onde vai o dinheiro
Meu critério é simples: toda moeda que entra tem que ter um lugar para sair. Se o dinheiro só se acumula, ele perde valor. Se some rápido demais, o jogador desiste. O equilíbrio fica no meio, e eu ajusto aos poucos.
O jogo tem mais de um tipo de moeda, balcões de troca nas cidades, bolsas e uma forja onde o equipamento se transforma. Cada pedaço conversa com os outros. Se eu mudo um preço aqui, o efeito aparece lá na frente.

Antes, na hora de vender, a quantidade era um palpite. Agora você escolhe o quanto quer trocar e o total aparece na tela, sem surpresa no fim.
A forja
O que eu mais cuido na forja é a clareza. Antes de confirmar, você sabe o que vai gastar e o que pode ganhar. Ninguém deveria perder uma peça por não ter entendido a tela.
A forja é onde o equipamento deixa de ser só um número. Você leva a peça, escolhe o refino e vê o resultado. É um gasto de moeda que dá uma razão para guardar dinheiro e uma razão para gastar.


Os bugs que ensinaram
Os bugs foram instrutivos. Uma troca que acontecia sem moedas. Um extrato que mostrava coisa errada. Um preço que mudava na hora do clique. Cada um era pequeno, mas dinheiro é confiança: se o jogador desconfia do número, desconfia do jogo todo.

A bolsa
A Bolsa também mudou. Ela mostra o que você carrega de forma limpa, para decidir rápido o que vender, o que refinar e o que guardar.

Trabalhei devagar, testando cada passo com cuidado. Mexer em dinheiro exige paciência, e eu prefiro errar na fase de teste do que depois.