Devlog · Episódio 14
As sete Casas eram o mesmo boneco
Equipamento, escudo e asa agora mostram a Casa de quem usa. Conto como separei sete visuais que antes eram um só.

Por muito tempo, as sete Casas eram o mesmo boneco com cores diferentes. Dava para ver na foto: mudava a roupa, não mudava a figura. Para um jogo que gira em torno das Casas, isso era um problema sério.
Uma silhueta para cada Casa
Silhueta é o que o olho pega primeiro. Antes de cor, antes de detalhe, a gente reconhece uma forma. Por isso comecei pelo contorno e só depois cuidei do acabamento. Se o contorno não funciona, o resto não salva.
Refiz arma, armadura, escudo e asa para cada Casa ter silhueta própria. Uma se reconhece de longe pelo escudo, outra pelo ombro, outra pela asa. A ideia é que você olhe para alguém na praça e saiba de que Casa ele é sem ler o nome.

O equipamento cresce com você
Isso muda a maneira de jogar. Subir de faixa deixa de ser só um número no canto da tela e passa a ser algo que você enxerga no espelho. Quando um amigo aparece com a peça nova, você percebe antes de ele falar.
O equipamento também evolui com o nível. Quem sobe de faixa vê a peça mudar, o que dá uma razão visual para continuar. A imagem acima mostra três faixas, do começo ao topo, para você comparar a evolução de cada Casa.


Olhando de perto
Nas faixas altas, o detalhe aparece. Dá para ver o desenho do metal, o brilho e a forma da peça. Foi aqui que mais gastei tempo, porque de longe tudo parece igual e é de perto que a Casa mostra quem é.

O mesmo mundo
No fim, o teste é simples: coloco as sete lado a lado e pergunto se dá para dizer quem é quem. Quando dá, e ainda parecem irmãos, eu paro.
O difícil foi manter os sete diferentes sem perder o ar de mundo único. Fui comparando lado a lado até todos serem reconhecíveis e ainda parecerem do mesmo lugar.