Devlog · Episódio 4
Dei voz a mais de três mil falas
Os personagens do jogo falam de verdade. Conto como escolhi cada voz, o que deu errado e por que até os avisos têm voz.

Gente muda vira cenário
Personagem que não fala parece decoração. Você passa por ele e esquece. Por isso resolvi que todo mundo no mundo ia ter voz. Hoje já são mais de três mil falas gravadas.
Quando o mundo ganhou voz, mudou o jeito de jogar. Você começa a ouvir a cidade antes de ver o caminho, e a lembrar das pessoas pelo som delas.

Quatro palavras erradas
Parece detalhe, mas não é. Ouvir o nome de uma cidade dito errado tira você do jogo na hora.
Cada um com a sua voz
Cada personagem importante tem voz própria. Para o tesoureiro, comparei duas prévias lado a lado. Ganhou a que soava como alguém que passou a vida contando moeda.

Até os avisos do jogo falam. Quando algo importante acontece, você ouve, sem precisar olhar para o canto da tela.
O mestre de armas deu mais trabalho
O personagem que mais custou foi o mestre de armas, que ensina o básico. Ele precisa soar firme sem soar bravo. Se o tom sai errado, todo mundo pula o texto, e aí ninguém aprende nada.
Ele é a primeira pessoa que ensina você a lutar. Se você sair da conversa com raiva dele, vai entrar no jogo de mau humor. Então gravei, ouvi, gravei de novo, até o tom virar o de um mestre que confia em você.

Para mim, voz boa é aquela que você nem percebe, só entende.