Pular para o conteúdo
Cavaleiros Celestiais

Devlog · Episódio 2

A cidade deixou de ser um mapa vazio

Desenhei a primeira cidade de cima, com ruas e praça, e ela finalmente começou a parecer um lugar onde alguém mora.

O mapa vazio

A primeira cidade que fiz era um pedaço de chão com casas espalhadas. Dava para andar nela, mas não havia razão para ir a lugar nenhum. Você chegava, olhava em volta e não sabia para onde ir.

Isso me incomodava mais do que qualquer bug. Um bug você conserta. Uma cidade sem sentido pede que você comece de novo.

Eu testava andando de ponta a ponta. Cada vez que parava no meio do nada, pensava: se eu, que fiz isso, não sei o que fazer aqui, o jogador também não vai saber.

Refazer de cima

Joguei fora o desenho e refiz a cidade vista do alto. Primeiro as ruas, saindo da praça como raios. Depois os quarteirões. Por último, os cantos onde um mercador para para vender.

A cidade vista do alto: as ruas saem da fonte central e cada uma leva a um lado.
A cidade vista do alto: as ruas saem da fonte central e cada uma leva a um lado.

Rua com direção convida a seguir. Foi isso que eu quis. Você vê a rua, e o pé já vai.

Por isso as ruas principais saem da praça e vão até as saídas da cidade. Quem chega pela primeira vez segue a rua mais larga e, sem perceber, passa pelo mercado.

Cantos que pedem uma parada

Rua boa não basta. Se tudo for só caminho, a cidade vira corredor. Por isso cada canto importante ganhou algo que segura o olhar: um poço, uma fogueira, uma barraca com toldo.

A regra que usei: a cada poucos passos, algo novo para olhar. Não precisa ser grande. Um barril, uma lanterna acesa, um toldo de cor diferente já mudam o ritmo de quem anda.

O poço de pedra, um desses cantos que convidam a parar um instante.
O poço de pedra, um desses cantos que convidam a parar um instante.
O mercado com barracas, um poço, uma fogueira e gente passando.
O mercado com barracas, um poço, uma fogueira e gente passando.

A praça como ponto de encontro

A praça virou o coração do lugar. É onde as ruas se encontram e onde você se orienta. Depois de passar uma vez por ela, já sabe voltar.

Foi ali que coloquei as primeiras pessoas paradas, esperando você. Quem tem tarefa para dar fica onde dá para ver de longe, sem precisar procurar.

A praça com a fonte de três andares e os bancos ao redor.
A praça com a fonte de três andares e os bancos ao redor.

Ainda falta gente

A cidade ainda não está lotada. Falta movimento, falta mais gente e mais vida nas janelas. Mas a base está certa.

Quem chega agora sabe onde fica o mercado, onde fica a saída e qual é o primeiro destino. Para mim, isso já é uma cidade.

Voltar ao devlog